
"Adoro pau mole.
Assim mesmo...
Não bebo mate,
não gosto de água de coco,
não ando de bicicleta,
não vi ET e
A-D-O-R-O pau mole...
Adoro pau mole pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.
Adoro pau mole porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade que eu prezo e quero, sempre.
Porque ele é ícone do pós-sexo (que é intrínseca e automaticamente- ainda que talvez um pouco antecipadamente) sempre um pré-sexo também.
Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.
É dentro dele,em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,que mora o pau duro e firme com que meu homem me come."
Poema de Maria Rezende (Maria da Poesia) do livro Substantivo Feminino.
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